Nesta página você encontrará várias informações sobre sexo e sexualidade de forma simples e resumida para que seja de fácil entendimento. O texto principal está dividido em duas partes e além destas, você também pode acessar os sublinks nos lados esquerdo e direito da pagina.
Esperamos poder esclarecer as dúvidas com relação a este assunto principalmente entre os jovens que muitas vezes é tratado como tabu entre pais e filhos.
O sexo possui um papel importante e básico em nossas vidas. Ele não é apenas a anatomia genital, um mecanismo de reprodução ou fonte de prazer. Na espécie humana o sexo é muito mais que isso, inclui características físicas, aspectos psicológicos, éticos, culturais e morais.
Podemos definir sexo como: “A conformação particular que distingue o macho da fêmea conferindo-lhes características diferentes”. É a identidade sexual de um indivíduo.
Na verdade, podemos dizer que temos quatro sexos:
01 – Sexo cromossômico: É aquele determinado no momento da fecundação, pela junção de um espermatozóide e um óvulo, através dos cromossomos sexuais x e y.
Na espécie humana o núcleo celular possui 23 pares de cromossomos, 22 ditos autossômicos e 1 par dito sexual (x ou y). Indivíduos do sexo masculino possuem xy e indivíduos do sexo feminino possuem xx. No momento da formação dos gametas (por meiose) apenas um dos cromossomos sexuais é enviado. Nas mulheres é sempre o x. Nos homens podem ser x ou y . O par se forma novamente na fecundação. Portanto, quem determina o sexo na espécie humana é o macho. Se ele enviar x, o resultante será xx (fêmea); se ele enviar y, o resultante será xy (macho).
02 – Sexo gonádico: Pela influência dos cromossomos, o corpo forma a partir de uma dobra de tecido embrionário (crista genital) as gônadas. Inicialmente apresentam a forma de femininas. Se existir hormônio masculino (testosterona) estas gônadas se fundem e formam a genitália masculina. Na ausência deste hormônio os genitais mantêm a forma feminina.
03 – Sexo fenotípico: É o aspecto externo do indivíduo, resultante da ação hormonal que leva à formação da área genital. É completado na puberdade pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários.
04 – Sexo social: É como o individuo é criado, ou seja, é ação da sociedade, dos usos e costumes. É também conhecido por gênero.
Além disso, devemos também definir:
Identidade Sexual (Sexualidade): É a maneira como o indivíduo se encara e a partir daí tece seu comportamento. Está alterado nos transexuais, que possuem uma imagem psíquica oposta àquela fenotípica apresentada, gerando áreas de conflito, levando-os inclusive a alterarem externamente seu corpo, com roupas, hormônios ou cirurgias.
Ato Sexual: É a manifestação da sexualidade, que pode ser através de toques, falas, imagens, comportamentos ou, propriamente dito, através do coito.
Coito: É o ato sexual em que ocorre penetração (pênis-vagina, pênis-ânus, pênis-boca, ou algum instrumento em um dos três orifícios anteriores).
Historicamente a percepção que sexo gera gravidez é relativamente nova na espécie humana. Alguns povos primitivos acreditam, ainda hoje, que a força da Lua é que engravida as mulheres. O Sexo com a cultura judaico-cristã assumiu caráter principalmente reprodutivo. Mas, recentemente com a “revolução sexual” o pólo se inverteu, ele é feito apenas para o prazer.
Ambas as visões são parciais e problemáticas e devemos levar em conta o Amor quando se fala de sexo.
Existem várias formas de amor. Os antigos gregos reconheciam pelo menos três.
A primeira, chamada de Eros, era o amor sexual, o que causava as paixões.Ele é simbolizado pelo cupido (Eros).
A segunda, Philos, o amor pelas pessoas, pelo homem, é o amor materno, paterno, filial, de irmão.
Por último o amor que consome ou Ágape, aquele que ama a tudo e todos. É o amor dos santos, dos visionários, etc. Faz com que um nobre como Francisco de Assis, largue a fortuna e o poder para viver pelos humildes e miseráveis.
Porém, quando falamos em amor e sexo na sociedade atual notamos uma separação, uma dicotomia. Uma das funções deste trabalho e tentar achar as bases físicas do amor e mostrar que sexo e amor quando juntos são potencializados.
Vamos, inicialmente, verificar a separação do sexo e amor na atual sociedade e a visão da reprodução como um contratempo, um empecilho.
Na nossa cultura, ainda predominantemente machista e capitalista o sexo é intensamente manipulado pelos meios de comunicação e pelo poder estabelecido.
Vamos fazer um teste.
Desenhe um homem e uma mulher.
Geralmente, quando fazemos esta experiência em sala de aula, observamos que o desenho sempre omite os genitais. Por que?
Apesar de ouvirmos e sermos induzidos a falar de sexo quase que ininterruptamente, apresentamos um bloqueio enorme em nossa sexualidade. Especialmente quando estamos em público. Isto é muito maior quando abordamos as diferenças entre os gêneros. Um exemplo, é muito mais comum e aceito ver um menino “coçando o saco” do que uma menina fazendo o equivalente. Apesar de toda a luta pela igualdade feminina.
Um outro fato nos chama a atenção.
Faça uma relação de apelidos para as partes do corpo, como por exemplo, o pé e a mão.
Você provavelmente conseguira dois ou três apelidos.
Agora faça o mesmo para os órgãos sexuais. Uma enorme quantidade de “apelidos” é encontrada. Quase todos diminutivos (na mulher) ou aumentativos no homem.
Lidamos mal com o nosso sexo. Temos que escondê-los, infantiliza-los, reduzi-los para podermos falar deles.
Atente, a um último detalhe, os órgãos sexuais ocupam 5% da área total do corpo. Mas quanta importância tem na nossa sociedade.

